domingo, 7 de dezembro de 2014

mudanças

Quando estamos tão emaranhados na quantidade de coisas que temos para fazer, ou quando andamos mergulhados na nossa vida e nas nossas preocupações, não nos apercebemos que nós vamos vivendo e que as coisas vão mudando. À medida que o tempo passa, damos conta que tudo muda e que nada na vida dura para sempre.
Os nossos pais já não são as mesmas pessoas que eram e mudaram o seu papel nas nossas vidas: embora continuem a zelar, agora fazemos parte do mesmo universo, caminhamos paralelamente a eles, entrecruzando as nossas vidas periodicamente e de forma efémera. Sabemos que estão lá, mas já não é a mesma coisa!
Os nossos amigos já não são os mesmos. Fruto das vicissitudes da vida, cada um vai para seu lado e mantém-se o contacto. Acompanhamo-los à distância. Vamos falando e querendo saber... Mas somos diferentes desde a última vez que nos vimos!
A ausência do meio onde crescemos e onde outrora fomos felizes e nos sentimos em casa, agora é estranho. Não sei se me encaixo bem nesta realidade. Parece tudo igual ao que era mas está tudo diferente: está tudo disperso, estranho e enevoado.
Uma coisa é certa apesar das dificuldades temos de ter força para continuar! O único caminho que há é seguir em frente e é preciso coragem para aceitar que as coisas mudam. No entanto, sabemos lá no fundo que as pessoas que nos querem bem vão sempre lá estar. Hoje, amanhã ou daqui a 20 anos.
Cada um está por si e percorre o seu caminho! É esta merda toda que faz a vida tão bela.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

o que fazer?

Às vezes quando se pensa que estamos mal e que vamos melhorar, acontece precisamente o contrário. Quem nos devia ajudar pisa-nos e percebemos que estamos completamente sozinhos. Batemos no fundo e sabemos que a vida já não é (ou nunca foi) um mar de rosas. Num misto de sentimentos de tristeza e saudade de tempos em que tudo corria bem levanta-se uma questão: o que faço? Sim, o que faço? Ligo a quem? Falo com quem? Conseguirei dar volta a isto? Como é que é possível existir tanta coisa má? Pior, como é que acontece tudo de uma vez só?
Já soube melhor o que queria. Ando cansado. Há muito tempo que não me lembrava da sensação que era ter medo de acordar no dia seguinte. Não que tenha medo de coisa alguma. Não quero é ser obrigado a sentir-me desconfortável constantemente. Pelas situações, pelos problemas e pela própria vida. Sinto que não tenho tempo para mim mas ao mesmo tempo passo tempo demais sozinho. O meu coração chama por um nome que não sente. Sente demais, mas até disso se cansou.
O tempo estragou o meu coração. O tempo, e ela, mais eu, mais a vida. Contudo, era quem mais me ouvia. O desmame da rotina está a ser infernal. Há momentos bons de resolução a seguir em frente, mas logo a fraqueza me toma e o que sinto salta-me pela garganta e pelos olhos. Sinto que vou explodir a qualquer momento. Mas desistir nunca!
Gostava de poder voltar ao primeiro dia em que a conheci, para poder amá-la do princípio, de uma forma diferente que eu não amei. Agora que já passou, não consigo passar sem ela. Não tenho vivido, tenho sobrevivido. Mas sei que vou no meu caminho para um final feliz e logo isto me vai passar. Até lá, tenho um coração esquizofrénico e bipolar que ora quer, ora não quer; ama e desama; diz e desdiz. Um dia vou-me conformar e perceber onde errei. Ou devo engolir o orgulho e começar de novo? o que faço?
 O tempo está a tirar-me tudo. Mas sei que logo me vai dar alguma .

terça-feira, 18 de novembro de 2014

As perguntas que eu quero fazer

À medida que os anos passam sinto que cada vez mais as coisas são ao contrário daquilo que eu queria. Por muito mais que idealize, lute e procure, não consigo. Diariamente luto contra mim mesmo e contra os meus defeitos porque sei que é melhor para mim e para ser cada vez melhor que o dia anterior. No entanto continuo a pensar nisto: quando é que nós sabemos que em vez de estarmos a tentar ser melhores deixámos de ser nós mesmos?
Será possível que se tivermos alguém na nossa vida de quem gostemos ela consiga mudar-nos de tal forma que mais tarde damos conta de que deixámos de ser nós próprios? Será que tenho medo daquilo que essa mudança representa? Porque é que é tudo tão difícil e complicado e diferente do que as pessoas juntas há 20 e tal anos e apaixonadas ainda vêm dizendo? Será que podemos cansar-nos de tal forma que embora amemos, decidamos desistir? 
Nunca desisti de nada que realmente quis. Verdade. Para coisas temporárias e vazias e fáceis de ter. Será que é preciso lutar para continuar a querer certa pessoa? Temos de ser pessoas que não somos? Ceder importa assim tanto? Gostar devia ser simples.. Não devia ser difícil. Sentir é fácil, a parte do sacrifício inerente a isso é tudo menos natural.
São estas as perguntas que tenho em mim e que precisam de resposta. Eu sei aquilo que sinto, mas também sei aquilo que não sinto e todas as coisas que não quero.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Prólogo

O início

O  blog 'Sentido Contrário' é um espaço de abordagem e reflexão sobre o dia-a-dia do português. As temáticas serão variáveis e o conteúdo diversificado. Pelo menos farei um esforço para manter este registo. Descontracção e informalidade estarão na ordem do dia, porque quando se lê, não se gosta do distanciamento criado por quem escreve. Um olhar diferente, que vai em sentido contrário.