À medida que os anos passam sinto que cada vez mais as coisas são ao contrário daquilo que eu queria. Por muito mais que idealize, lute e procure, não consigo. Diariamente luto contra mim mesmo e contra os meus defeitos porque sei que é melhor para mim e para ser cada vez melhor que o dia anterior. No entanto continuo a pensar nisto: quando é que nós sabemos que em vez de estarmos a tentar ser melhores deixámos de ser nós mesmos?
Será possível que se tivermos alguém na nossa vida de quem gostemos ela consiga mudar-nos de tal forma que mais tarde damos conta de que deixámos de ser nós próprios? Será que tenho medo daquilo que essa mudança representa? Porque é que é tudo tão difícil e complicado e diferente do que as pessoas juntas há 20 e tal anos e apaixonadas ainda vêm dizendo? Será que podemos cansar-nos de tal forma que embora amemos, decidamos desistir?
Nunca desisti de nada que realmente quis. Verdade. Para coisas temporárias e vazias e fáceis de ter. Será que é preciso lutar para continuar a querer certa pessoa? Temos de ser pessoas que não somos? Ceder importa assim tanto? Gostar devia ser simples.. Não devia ser difícil. Sentir é fácil, a parte do sacrifício inerente a isso é tudo menos natural.
São estas as perguntas que tenho em mim e que precisam de resposta. Eu sei aquilo que sinto, mas também sei aquilo que não sinto e todas as coisas que não quero.
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